DREX : O Real digital

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DREX
Imagem: Banco Central

O que é o DREX?

O DREX é uma moeda digital brasileira que o Banco Central desenvolveu, será o nosso real digital brasileiro, esse dinheiro vai existir apenas no mundo digital.

Qual o valor do DREX?

DREX não é uma moeda digital como o bitcoin, ele é um CBDC (CBDC – Central Bank Digital Currency), uma moeda digital do Banco Central. Um DREX é equivalente a R$1.

O DREX não é uma criptomoeda

No começo a ideia do Banco central era desenvolver o DREX baseado numa tecnologia blockchain, que é um sistema de registro de transações descentralizada. Porém, o Banco Central tomou a decisão de abandonar a tecnologia do blockchain. A tecnologia estava muito complexa e seria necessário mais tempo de desenvolvimento, além disso o blockchain é transparente, e isso é ruim para a questão do sigilo bancário.

Qualquer pessoa com conhecimento técnico poderia rastrear de onde veio o dinheiro, isso violaria a privacidade financeira, e também pela questão da fiscalização, pois foram testadas algumas soluções de privacidade que impossibilitaram até o Banco Central de ter visibilidade das transações, com isso o banco perderia a capacidade de fiscalizar, pois o Banco Central precisava de um sistema que fosse privado e controlado, então surgiu esse empasse, essa complexidade técnica com o uso do blockchain.

Banco Central: Como vai funcionar o DREX?

Quando vou poder usar o DREX?

O projeto do real digital começou em agosto de 2020, o tempo foi passando e o nome do projeto mudou para DREX. A ideia era criar um sistema mais eficiente que o pix, modernizar o sistema financeiro brasileiro. O DREX não vai substituir o dinheiro de papel, mas será uma nova opção de pagamento e transferências. Em 2026 apenas instituições vão poder usar o DREX, apenas em operações entre bancos e Banco Central, novos testes vão ser feitos e ainda não temos previsão de quando será feita a liberação para uso de pessoas físicas.

Quais os benefícios do DREX?

O Banco Central garante que o DREX terá a mesma segurança e proteção que os demais sistemas reduzindo os riscos de fraude, as aprovações de crédito serão mais eficazes pelo fato da checagem de crédito estar otimizada e você não vai mais precisar passar pelo transtorno de comprar um produto pela internet e não receber, pois o vendedor apenas receberá quando o produto chegar direitinho na sua casa.

Quais são os riscos do DREX?

Quando usamos o dinheiro físico não é possível rastrear. Vamos supor que você é boleira e você vende um bolo, recebe pela venda em espécie, vai ao supermercado, compra alguns produtos e retorna para casa, ninguém sabe de onde você tirou os recursos para fazer compras no supermercado, senão você, não fica registrado digitalmente essa transação. Agora com o DREX tudo fica registrado. Será possível rastrear tudo que você comprou, onde, quanto pagou e com isso é possível identificar seus hábitos, seus gostos, isso gera um poder de controle social de tempo real.

Com isso surge o medo da população perder a privacidade pelo fato do governo conseguir monitorar todos os gastos e quem não tem acesso a internet não vai conseguir usar esse novo sistema, aumentando ainda mais a exclusão digital.

Futuro do DREX

Esse novo sistema de pagamento, que muitos estão chamando de instrumento de vigilância estatal, ainda deverá ser testado e retestado. Em 2026 temos novas eleições e assim como houve tantas mudanças desde a idealização do DREX, muitas mudanças ainda podem surgir. O projeto pode mudar, pode estagnar, pode ser implantado de fato. A lição que podemos tirar disso tudo é pensar nas pessoas que vão deter esse poder e se as intenções delas com esse poder vão ser boas e mesmo diante de tudo isso o que podemos fazer por nós é aprender a investir melhor e proteger o nosso patrimônio.

Não podemos controlar como esse poder vai ser usado, mas podemos influenciar em quem vai controlar esse poder.

As regras do PIX vão mudar em novembro

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as regras do pix vão mudar em novembro

As regras do pix mudam em primeiro de novembro. Com regras mais rígidas para garantir a segurança e impedir fraudes.

Transferências de mais R$200 só poderão ser feitas por telefones ou computadores cadastrados previamente na instituição financeira do cliente.

Esse cadastro será apenas necessário para aqueles dispositivos que nunca realizaram um pix, para os demais não será necessário.

Agora as instituições financeiras precisam ser mais rígidas e vão adotar soluções de gerenciamento de fraudes que identifiquem fraudes nas transações dos clientes além de manter o cliente sempre bem informado de como não cair em possíveis golpes.

Essas regras adotadas vão desde o cancelamento do pix até ações mais duras como o encerramento do relacionamento com o cliente em suspeita de fraude.

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Míriam Garcia

Sou investidora, planejadora financeira, especialista em Fundos Imobiliários e Milhas. Sou criadora dos métodos Renda Passiva Todo Mês e Viaje Todo Ano. Ajudo pessoas incríveis a investir com segurança, ganhar mais dinheiro e viajar de graça ou com muita economia.